Brasil se consolida como líder em sustentabilidade

Especialistas destacam a importância da sustentabilidade agrícola e o papel dos bioinsumos no aumento da produtividade sem prejudicar o meio ambiente.

Bioinsumos impulsionam produtividade e sustentabilidade na agricultura

O Brasil tem se consolidado como uma das principais potências mundiais na produção sustentável de alimentos, fibras e biocombustíveis. A sustentabilidade foi tema da entrevista concedida ao programa Ganhando o Futuro por Luciane Balzan, Gerente de Marketing de Bioestimulantes da UPL, e Rogério Melo, Gerente de Programas de Agricultura Sustentável da UPL. Os especialistas abordaram como os bioinsumos têm transformado a agricultura brasileira, garantindo maior eficiência produtiva e preservação ambiental.

Luciane Balzan destacou que a palavra sustentabilidade muitas vezes parece um conceito distante para o produtor rural, mas está presente em práticas cotidianas.

Ela ressaltou ainda que práticas como melhoria no enraizamento das plantas e aumento da biomassa contribuem diretamente para a saúde do solo e a fixação de carbono.

“Quando você produz mais no mesmo espaço de terra, sem precisar expandir área, isso já é um ato de sustentabilidade”, explicou.

Rogério Melo reforçou o protagonismo do Brasil na segurança alimentar global.

Ele ainda destacou que o Brasil preserva 60% de seu território com vegetação nativa, o que garante uma biodiversidade única para o desenvolvimento de biosoluções agrícolas.

Os bioinsumos têm sido um dos grandes impulsionadores dessa mudança no setor. Segundo Luciane, o mercado de bioinsumos cresceu exponencialmente nos últimos anos, com produtos que têm impacto reduzido no meio ambiente e favorecem o biocontrole de pragas e doenças. “Os inoculantes em soja, por exemplo, permitem reduzir a necessidade de adubação nitrogenada, tornando o manejo mais eficiente e sustentável”, explicou. A especialista também mencionou o uso de extratos de algas e substâncias úmicas, que estimulam o crescimento das plantas e melhoram sua performance.

“Hoje, o Brasil é o maior exportador mundial de soja, café, carne de frango e celulose de reflorestamento. Isso só foi possível graças à eficiência produtiva e ao compromisso com a sustentabilidade”, afirmou.

O Brasil também se destaca pela alta adoção de tecnologias biológicas. Dados apresentados por Luciane mostram que mais de 55% dos produtores utilizam produtos biológicos em suas lavouras.

“O que antes era visto com desconfiança hoje se tornou uma realidade consolidada. O Brasil é líder na adoção de bioinsumos, inclusive em grandes culturas como soja, milho e cana-de-açúcar”, afirmou.

Para Rogério, essa evolução também é fruto do trabalho conjunto entre produtores, indústrias e instituições de pesquisa.

“A Embrapa e outras instituições foram fundamentais para transformar o Brasil de um importador de alimentos nos anos 70 para um dos maiores exportadores mundiais”, disse.

Ao final, os especialistas destacaram que o futuro da agricultura brasileira passa, inevitavelmente, pelo aumento do uso de biosoluções. “Esse é um caminho sem volta. Quem não se adaptar, ficará para trás”, alertou Luciane. Rogério complementou: “O Brasil já é um líder em segurança alimentar, e temos potencial para avançar ainda mais, garantindo produção eficiente e sustentável para as futuras gerações”.