Certificação agrícola impulsiona produtores e amplia acesso a mercados internacionais

Especialista do Imaflora destaca a importância dos selos de qualidade para valorização da produção rural brasileira.

Certificação agrícola impulsiona produtores e amplia acesso a mercados internacionais

A certificação agrícola tem se consolidado como um diferencial estratégico para produtores rurais que desejam ampliar sua competitividade e garantir melhores oportunidades de negócio. De acordo com Eduardo Trevisan Gonçalves, diretor de ESG e certificações do Imaflora, os selos de qualidade certificam que os produtos são cultivados de forma sustentável, agregando valor à produção e facilitando o acesso a mercados mais exigentes. O tema foi debatido no programa Ganhando o Futuro, do Canal Rural.

Segundo Gonçalves, as certificações mais relevantes no Brasil incluem a certificação orgânica, o selo Fair Trade (Comércio Justo), Rainforest Alliance, Sustainable Agriculture Initiative (SAI), RTRS e Bonsucro. “Essas certificações são reconhecidas internacionalmente e garantem que o produto segue normas ambientais, sociais e econômicas rigorosas”, explica.

Adaptação e vantagens para o produtor
O especialista destaca que a certificação é um processo gradual, e os produtores não precisam estar 100% adequados no início.

“A auditoria levanta os pontos que precisam ser melhorados, e o produtor tem um prazo para se adequar”, afirma Gonçalves.

Entre as principais vantagens, está o acesso facilitado a mercados externos, especialmente para commodities como café, cacau, soja e cana-de-açúcar.

“O Brasil é um dos maiores exportadores de café do mundo, e muitos compradores internacionais, como Europa e Japão, dão preferência a produtos certificados”, ressalta.

Além da possibilidade de um preço superior no mercado, o produtor certificado também pode obter vantagens financeiras, como condições diferenciadas de crédito.

“Alguns bancos já oferecem taxas de juros menores para produtores certificados, pois eles representam menor risco e seguem padrões rigorosos de gestão e sustentabilidade”, pontua.

Boas práticas e desafios do processo
Os critérios de certificação envolvem três pilares: ambiental, social e econômico. No aspecto ambiental, são exigidos cuidados com o uso de defensivos, gestão de águas residuais e preservação de áreas de mata nativa. Já no social, a certificação proíbe práticas como trabalho infantil e exige condições adequadas de alojamento e refeitório para os trabalhadores. No quesito econômico, são promovidas boas práticas de gestão para garantir a sustentabilidade do negócio.

Para Gonçalves, a transição para a certificação pode levar de seis meses a um ano, dependendo do grau de adequação da propriedade.

“O mais importante é dar o primeiro passo. Mesmo que a certificação exija adaptações, os benefícios são duradouros e posicionam o produtor de forma estratégica no mercado”, conclui.

Feras da Sustentabilidade

No Ganhando o Futuro, foi destacado que, quando se trata de nutrição vegetal e produtividade, os fertilizantes da Bioagross são aliados essenciais para os produtores. A linha de fertilizantes foi desenvolvida para atender às necessidades específicas das lavouras do início ao final do ciclo produtivo.

Com nomes inspirados em felinos, a família Felina conta com produtos como Leão, Lince, Guepardo, Onça e Tigre, cada um com uma função específica para potencializar a produção agrícola. Esses fertilizantes contribuem para um manejo mais eficiente e sustentável, garantindo o máximo aproveitamento dos nutrientes no solo. Essa linha de nutrição pode ser adquirida através do site: www.ganhandoofuturo.agross.com.br

O programa Ganhando o Futuro é exibido no Canal Rural de segunda a quinta-feira, às 8h30 e às 17h. Já às sextas-feiras, o programa vai ao ar às 8h30 e às 18h15. Todos os episódios estão disponíveis no YouTube.