Equilíbrio na nutrição vegetal emerge como fator crucial para maximizar a produtividade agrícola, segundo o princípio da “Lei do Mínimo”. De acordo com o engenheiro agrônomo Richardson dos Santos, o desempenho de uma cultura é limitado pelo nutriente presente em menor quantidade no solo, o que evidencia a importância de um manejo balanceado entre macro e micronutrientes. O especialista aponta que práticas como a adubação foliar e o monitoramento constante do solo são estratégias essenciais para evitar perdas, otimizando a absorção dos insumos e garantindo colheitas mais robustas e sustentáveis.
“A Lei do Mínimo é simples: a planta só alcança seu potencial máximo de produtividade quando todos os nutrientes necessários estão disponíveis na quantidade certa. É como um barril, em que cada tábua representa um nutriente. Se uma delas está mais baixa, a capacidade do barril é limitada por aquele mínimo”, explicou Santos.
Excesso pode ser tão prejudicial quanto a deficiência
Além de destacar a relevância de manter o equilíbrio nutricional, Santos alertou sobre os riscos do excesso de nutrientes no solo, que podem comprometer a absorção de outros elementos essenciais pelas plantas.
“O excesso é pior do que a falta. Uma planta com deficiência pode produzir menos, mas o excesso pode prejudicar seu desenvolvimento ou até matá-la”, afirmou.
Para ilustrar, Santos fez uma analogia com o uso de sal na comida. “É melhor colocar pouco sal e ajustar depois do que exagerar, porque o excesso não pode ser corrigido. O mesmo vale para o uso de adubos: é preciso cuidado e planejamento para evitar desperdícios e prejuízos.”
Nutrição foliar: solução prática e eficiente
Durante a entrevista, Santos também abordou o papel da adubação foliar, especialmente com produtos como o fertilizante Onça, desenvolvido pela Agross. Ele ressaltou que esse tipo de adubação funciona como uma “injeção de vitaminas” para as plantas, oferecendo nutrientes de forma rápida e eficiente.
“Embora a adubação de base seja fundamental, a adubação foliar é um complemento essencial, principalmente em situações onde o solo já não consegue suprir a demanda nutricional da planta”, destacou.
Santos ainda reforçou que cada etapa do desenvolvimento vegetal exige diferentes quantidades de nutrientes. Por isso, é necessário monitorar constantemente as condições da lavoura para garantir que a planta tenha acesso aos elementos certos no momento adequado.
NPK e os micronutrientes: papéis complementares
Outro ponto abordado na entrevista foi a diferenciação entre os macronutrientes – nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) – e os micronutrientes, como boro, ferro, manganês e níquel.
“Os macronutrientes são consumidos em maior quantidade e têm funções estruturais, como crescimento e enraizamento. Já os micronutrientes, apesar de necessários em menor volume, são indispensáveis para processos metabólicos específicos”, explicou o agrônomo.
Entre os micronutrientes, Santos destacou o níquel, presente no fertilizante Onça, como um diferencial. “Embora a planta precise de uma quantidade mínima de níquel, sua ausência pode limitar o desenvolvimento. O Onça oferece essa solução de maneira prática e eficaz”, afirmou.
Educação nutricional para agricultores e donas de casa
Além do foco no produtor rural, a entrevista também trouxe dicas para pequenos cultivos domésticos. Santos recomendou o uso de adubos equilibrados, como o popular 10-10-10, que contém nitrogênio, fósforo e potássio em proporções iguais. “Esse tipo de adubo é ideal para quem tem vasos de plantas em casa, porque oferece os nutrientes essenciais de forma balanceada e fácil de aplicar”, explicou.
Impacto da nutrição no futuro da agricultura
Encerrando a entrevista, Santos reforçou que compreender e aplicar a Lei do Mínimo é um passo essencial para alcançar altos tetos produtivos de forma sustentável. Ele também incentivou o uso de tecnologias e análises de solo para garantir um manejo eficiente.
“Com planejamento e o uso correto dos nutrientes, o produtor consegue aumentar a produtividade, reduzir custos e, principalmente, preservar o solo para as próximas safras”, concluiu.
Feras da Sustentabilidade
No Ganhando o Futuro, foi destacado que, quando se trata de nutrição vegetal e produtividade, os fertilizantes da Bioagross são aliados essenciais para os produtores. A linha de fertilizantes foi desenvolvida para atender às necessidades específicas das lavouras do início ao final do ciclo produtivo.
Com nomes inspirados em felinos, a família Felina conta com produtos como Leão, Lince, Guepardo, Onça e Tigre, cada um com uma função específica para potencializar a produção agrícola. Esses fertilizantes contribuem para um manejo mais eficiente e sustentável, garantindo o máximo aproveitamento dos nutrientes no solo. Essa linha de nutrição pode ser adquirida através do site: www.ganhandoofuturo.agross.com.br
O programa Ganhando o Futuro é exibido no Canal Rural de segunda a quinta-feira, às 8h30 e às 17h. Já às sextas-feiras, o programa vai ao ar às 8h30 e às 18h15. Todos os episódios estão disponíveis no YouTube.